Comerciantes dão abrigo, ração, água e até veterinário e medicamentos a um vira-lata que se tornou conhecido e protegido em trecho de uma das principais ruas de Apucarana (Texto e fotos: Donizete) E m Quincas Borba, há um cão do mesmo nome do livro e de um dos personagens. No romance de Machado de Assis, que é um espelho crítico da sociedade, o animal se destaca por amor e fidelidade. Ao menos nestes quesitos, a trama machadiana se repete pelas ruas de certas cidades. Cães chegam e vão ficando em determinados locais. Comerciantes e moradores cuidam. Não demora, viram patrimônios do pedaço. É o caso de um caramelo que vive num trecho da rua Nova Ucrânia, em Apucarana, perto do Cemitério Cristo Rei. Diferente de Quincas Borba, que tinha um dono, ele tem cuidadores. Dois lhes dão abrigo, ração, água e, se precisar, veterinário e medicamentos. De manhã, ao chegarem para abrir o comércio, lá está o cão, que não tem um nome. Alguns o chamam de Betão. Estalam a ponta dos dedos...
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